A incidência de linfoma, uma forma de câncer que ataca os linfonodos (gânglios), responsáveis por proteger o organismo de infecções, aumenta 3% ao ano, segundo dados da Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (ABHH).
Este tipo de câncer, quando detectado em estágio precoce, pode ser erradicado com tratamento adequado. Atualmente, a terapia que mais aumenta a chance de cura e qualidade na sobrevida destes pacientes é a quimioterapia associada ao uso de anticorpos monoclonais, este último ainda não disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).
70% da população ainda desconhece o termo “linfoma” e a classe médica deve estar atenta na hora do diagnóstico. Em caso de suspeita, quem é consultado normalmente não é o hematologista ou o oncologista, mas sim, o clínico geral, o geriatra, o pneumologista e o gastroenterologista, entre outros. Por isso, é necessário o médico considerar no aumento de um gânglio linfático, a possibilidade de ser ou evoluir para um linfoma.
Fora o crescimento de gânglios, especialmente na região das axilas e pescoço, outros sintomas como febre, suor noturno, perda de peso e coceira de pele também merecem atenção.
Em geral, o linfoma pode ser classificado em duas categorias, Hodgkin e Não-Hodgking. O Linfoma de Hodgkin ocorre em 10% a 20% dos doentes, normalmente crianças, sendo mais comum no sexo masculino (em uma proporção de aproximadamente três para dois). O índice de cura da doença é de, em média, 75%, em pacientes com o tratamento inicial. Pode surgir em qualquer parte do corpo e o sintoma inicial mais comum é um aumento indolor dos linfonodos (ou ínguas). O Linfoma não-Hodgkin corresponde a cerca de 60% do problema na infância (entre cinco e 15 anos), com maior incidência entre os rapazes. São curados em menos de 25% dos casos, que são cinco vezes mais frequentes do que os da doença de Hodgkin. Pode apresentar manifestações no estômago, pele, cavidade oral, intestino delgado e sistema nervoso central (SNC).
Atualizado em Sex, 12 de Agosto de 2011 16:43