Yohei Sasakawa, embaixador da Boa Vontade da Organização Mundial da Saúde (OMS) para Eliminação da Hanseníase e chairman da Nippon Foundation, entidade que há mais de 40 anos é referência internacional em campanhas para eliminação da Hanseníase no mundo, José Luiz Gomes do Amaral, presidente da Associação Médica Mundial (WMA), Artur Custódio, coordenador nacional do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), Florisval Meinão, presidente da Associação Paulista de Medicina (APM), e Florentino de Araújo Cardoso Filho, presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), recebem a imprensa, no dia 30 de janeiro de 2011, para o lançamento do Apelo Global pelo Fim do Estigma e da Discriminação contra as Pessoas Atingidas pela Hanseníase.
O Apelo Global é uma iniciativa criada pela Nippon Foundation, em 2006, com apoio de vários líderes do mundo, visando promover o aumento da consciência internacional sobre a Hanseníase. Até o momento, foram realizados seis Apelos Globais, com focos específicos: líderes do mundo (2006); representantes das pessoas atingidas pela hanseníase (2007); ONGs ativas em direitos humanos (2008); líderes religiosos (2009); líderes empresariais (2010); e líderes das melhores universidades do mundo (2011). Dentre os brasileiros e entidades nacionais que já endossaram o Apelo Global estão o então Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva; o empresário Roger Agnelli, ex-CEO da Vale; e a Universidade de São Paulo (USP).
Em 2012, o Apelo Global será endossado pela Associação Médica Mundial e seus afiliados em diversos países, visando unir cada vez mais a classe médica na luta pelo fim do preconceito e melhorias da saúde pública.
“Indivíduos atingidos pela doença há muito tempo são vistos como ‘amaldiçoados’ e sofrem discriminação. São rejeitos pela sociedade e abandonados. Foram forçados a viverem segregados e confinados em áreas distantes, isolados ou até mesmo em ilhas remotas, por acreditar-se que seja um mal altamente contagioso, o que não é verdade. Cerca de 99% dos indivíduos têm imunidade natural ou resistência ao bacilo causador da Hanseníase. É uma doença curável, o tratamento é gratuito e, portanto, não há espaço para a discriminação social”, explica Yohei Sasakawa.
Apelo Global pelo Fim do Estigma e da Discriminação contra as Pessoas Atingidas pela Hanseníase
Local: Associação Paulista de Medicina (APM)
Endereço: Av. Brigadeiro Luís Antônio, 278 – Bela Vista – São Paulo/SP
Data: segunda-feira, 30 de janeiro
Horário: 10h30
Atualizado em Qui, 26 de Janeiro de 2012 09:26