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Sex, 22 de Janeiro de 2010 08:20

Estudo Clínico Mostra Importância da Suplementação Alimentar na Maturidade

Andrea Dario Frias
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Algumas décadas atrás, por volta dos anos 1950, a expectativa de vida de um brasileiro era de 43 anos. Naquela época, homens e mulheres que atingissem essa idade provavelmente estariam se aproximando do final de suas vidas. Hoje aos 40 anos, essas pessoas são consideradas jovens e esperam viver, pelo menos, o dobro de suas idades.

A expectativa de vida aumentou e o número de pessoas com mais de 60 anos também.  Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o Brasil deverá ter a sexta população mais idosa do planeta no ano 2025, com 34 milhões de pessoas com mais de 60 anos, o que representará 14% de nossa população. Todos esses dados são considerados importantes e, ao mesmo tempo, preocupantes, pois trazem consigo uma série de problemas socioeconômicos, tais como ônus adicionais aos serviços de saúde e previdência, além de dificuldade de relacionamento familiar, especialmente no que se refere a como lidar com um parente de idade mais avançada. É difícil observar uma família que não tenha alguém com 80, 90 anos de idade, em condições físicas e mentais nem sempre ideais, com uma ou mais doenças crônicas associadas.

De acordo com o relatório Preventing Chronic Disease:a Vital Investment da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado em outubro de 2005, as doenças crônicas não transmissíveis são responsáveis por 72% de todas as mortes no Brasil. Isso equivale a 928 mil mortes/ano de um total de 1.289 milhões de mortes e representa uma despesa anual de US$ 3 bilhões ao nosso país.

O envelhecimento crescente da população, associado a um estilo de vida pouco saudável, são apontados como os principais fatores responsáveis por esses números. A OMS estima que se nenhuma medida efetiva for tomada para controlar os principais fatores de risco (hábitos alimentares, atividade física e fumo), dentro de 10 anos a despesa anual com essas doenças poderá representar uma perda de US$ 4 bilhões ao País, uma vez que haverá um aumento de 22% das mortes.

Prevenção por meio da alimentação

A maioria das doenças crônicas não-transmissíveis pode ser prevenida através do controle dos  fatores de risco, e nesse aspecto, a alimentação é o fator que mais pesa. De acordo com o relatório da OMS, hábitos alimentares inadequados são responsáveis por cerca de 40% das mortes por doenças como câncer e 80% das mortes por doenças cardiovasculares, diabetes e derrames, além de levar 55% dos homens e 62% das mulheres no Brasil ao excesso de peso. (OMS, 2005)

As pesquisas científicas mais recentes reconhecem que a qualidade da alimentação do brasileiro é bastante desfavorável, havendo um consumo excessivo de alimentos calóricos e pouco nutritivos, ricos em gorduras, açúcares simples e sal, em detrimento ao consumo de frutas, hortaliças, legumes e cereais integrais, ricos em fibras e substâncias antioxidantes, e pobres em calorias.

Essas mesmas pesquisas reconhecem que a alimentação, desde que nutricionalmente  adequada, exerce papel fundamental no retardo do processo de envelhecimento, na melhora da performance mental e física, além de auxiliar na manutenção do peso adequado e na redução do risco de doenças não transmissíveis.

Diante disso, medidas de prevenção devem ser implantadas com urgência, no sentido de reverter todo esse quadro alimentar desfavorável. De acordo com muitos pesquisadores são necessárias políticas governamentais que ajam no ambiente em que a pessoa vive, para favorecer que as escolhas das pessoas possam ser facilmente escolhas saudáveis, e para isso não bastam campanhas de conscientização. A dieta saudável tem que ser acessível também em termos de custo, caso contrário, não adianta dizer à população que consuma mais peixes, por exemplo, quando este alimento é mais caro do que outro de baixo valor nutritivo e muito mais calórico.

O envelhecer e a alimentação

As pesquisas atuais têm mostrado que com o avançar da idade ocorre um aumento dos processos degenerativos, que por sua vez levam a perdas de células no nosso organismo. Como resultado, a função orgânica fica deficiente, havendo inclusive uma menor absorção de nutrientes, perda progressiva da massa corpórea e um acúmulo de radicais livres, moléculas que causam alterações irreversíveis nas nossas células, aceleram o processo de envelhecimento, enfraquecem o sistema imunológico e propiciam o aparecimento de doenças como as cardiovasculares e o câncer.

Tem-se tornado cada vez mais evidente que a alimentação do corpo que envelhece não deve ser feita apenas como meio de reposição de energia e nutrientes, mas como forma de proteger o organismo contra doenças e agressões ambientais, como as variações bruscas de temperatura, poluição e radioatividade, além do estresse do dia-a-dia, que comprometem a saúde no longo prazo.

Em geral, as quantidades de nutrientes necessárias para a proteção do organismo que está em processo de envelhecimento não é encontrada suficientemente nos alimentos em sua forma natural. Além disso, as pessoas cada vez mais apresentam um ritmo de vida agitado, que envolve trabalho, reuniões, viagens, compromissos de última hora, sem citar a vida pessoal e familiar, que comprometem o tempo necessário para se ter uma boa alimentação e hábitos de vida saudáveis.

Diante disso, é altamente recomendável que se faça uma suplementação com alimentos que sofreram adição de nutrientes, fortificados com substâncias antioxidantes, entre outros princípios ativos benéficos, pois dessa forma é possível assegurar que o organismo esteja recebendo tudo o que ele precisa para chegar bem aos 80, 90 anos de vida. É a nutrição básica evoluindo para a nutrição biomolecular, a nutracêutica e a alimentação funcional.

Com o objetivo de atender essa necessidade cada vez mais presente em nossa sociedade, a equipe do Centro de Pesquisa da Sanavita pesquisou e desenvolveu um alimento que proporciona os nutrientes necessários para satisfazer as deficiências de uma alimentação inadequada na vida adulta: Suprinutri Senior.

O alimento, único em sua categoria, foi formulado com ingredientes naturais e funcionais como a soja, a aveia, o germe de trigo, o gergelim, as fibras da laranja e das castanhas, combinados de forma a oferecer o que há de melhor para o organismo em processo de envelhecimento – proteínas de alto valor biológico, importantes para a manutenção da massa muscular, fibras (5g por porção) que ajudam no funcionamento intestinal, vitaminas e minerais com ação  antioxidante (A, E, ácido fólico, zinco e selênio), nutrientes importantes para o sistema imunológico e para o retardo do processo de  envelhecimento, além de cálcio e vitamina D que ajudam na manutenção da saúde óssea.

Testado clinicamente em 60 homens e mulheres, a pesquisa, conduzida por especialistas das áreas de nutrição e medicina, avaliou os efeitos do uso do alimento pelo período de dois meses em pessoas com mais de 50 anos. Entre os dados laboratoriais, os níveis de fosfatase alcalina e de cálcio séricos foram significativamente maiores no grupo suplementado, resultados sugestivos de reconstrução óssea e parâmetros importantes na avaliação do metabolismo ósseo. Os questionários aplicados também revelaram um aumento da disposição entre os participantes do grupo suplementado, havendo uma diminuição de 40% na média de horas de sono durante o dia e um aumento de 25% da atividade física no grupo suplementado. Foi observado também uma melhora no funcionamento intestinal de todo o grupo suplementado.

A equipe que participou do estudo concluiu que a suplementação adequada por apenas dois meses foi capaz de melhorar várias condições de saúde dos participantes. Esses resultados confirmaram o que já se esperava, ou seja, que modificações nos hábitos alimentares podem ter uma grande influência sobre a qualidade e a expectativa de vida em qualquer idade. O estudo soma-se a tantos outros que confirmam que uma alimentação equilibrada é fundamental para que as pessoas envelheçam bem, com boa capacidade de gerir sua própria vida de forma independente e autônoma, com o mínimo de limitações físicas e mentais.


Publicado na revista Nutrição Profissional 3 (Setembro/Outubro 2005)

Atualizado em Ter, 02 de Fevereiro de 2010 13:26

 

 
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