Dentro da enorme complexidade relacionada ao controle da obesidade, o estímulo à prática de atividade física (AF) assume papel de suma importância. Sob o ponto de vista metabólico e nutricional, o aumento da AF significa aumento do gasto energético, o que é bastante desejável. A AF está relacionada à prevenção de uma série de doenças crônicas vinculadas à obesidade, como diabetes, hipertensão, alterações musculares e ósseas, entre outros. Especialmente com relação a crianças e adolescentes, a AF também tem papel importante no desenvolvimento da sociabilidade, na coordenação motora, na higiene pessoal e no próprio interesse por uma alimentação saudável. Para que todos os benefícios da AF sejam bem aproveitados, é importante que esta seja precedida de uma avaliação das atividades cotidianas, das capacidades funcionais e das características físicas e antropométricas. Finalmente, estímulos ambientais como a criação de espaços, o resgate da educação física escolar e o apoio psicológico de pais e profissionais, são estratégias que necessitam ser repensadas.
Introdução
A obesidade pode se desenvolver a partir da interação entre fatores genéticos e ambientais. É evidente a associação do ganho de peso com a chamada “transição nutricional”. Esta envolve mudanças nos hábitos alimentares e nos padrões de atividade física (AF), com direcionamento ao sedentarismo. No que diz respeito a crianças e adolescentes, nos anos imediatamente anteriores ao aparecimento da puberdade, há um aumento natural da gordura corporal, o que exige um controle rígido relacionado ao balanço energético positivo criado (26). Neste contexto, a obesidade infantil tem sido objeto de estudos nas mais diferentes áreas, sem, contudo, existir uma fórmula ideal ou “mágica” para seu controle (15, 19, 29, 25).
Estudos que tentem compreender com maior profundidade o papel da AF no controle da obesidade in- fantil têm sido bastante oportunos no quadro atual de epidemia da obesidade. Ball et al (1), ao estudarem uma amostra de crianças entre 6 e 9 anos, na Austrália, encontraram, especialmente nos meninos, uma relação inversa entre o nível de AF e Índice de Massa Corporal (IMC). Vários aspectos colaboram com a redução da AF nas crianças: a urbanização dos hábitos cotidianos (controle remoto, automóveis, televisão, telefone, entre outros) (11), a impossibilidade das crianças brincarem e se exercitarem em ruas e parques (falta de espaços adequados, medo da violência, entre outros).
O maior conhecimento do papel da AF justifica-se ao se considerar que estratégias severas de restrição alimentar, uso de medicamentos, intervenções cirúrgicas, e vários outros métodos são altamente questionáveis, principalmente ao se tratar de crianças e adolescentes. O estímulo à prática de AF, portanto, faz parte de uma série de outras intervenções que visem educação em saúde, direcionada a mudanças comportamentais, obviamente inseridos no ideário da promoção em saúde (5).
Aspectos fisiológicos e metabólicos: o papel da AF no gasto energético diário
A maneira mais conhecida e simples para definir a obesidade é o desbalanço entre ingestão e gasto de energia. Assim, se o indivíduo ingere mais energia e se exercita menos, ele tende a ganhar peso. Ao contrário, se ele se exercita mais do que come, perderá peso. A susceptibilidade dos indivíduos a esses desbalanços pode estar relacionada a fatores como sexo, idade, atividade hormonal e características genéticas (14).
Desta forma, é importante a compreensão dos aspectos relacionados ao balanço energético. Balanço energético consiste na diferença entre ingestão e gasto de energia, que pode ser expresso por uma equação simples:
![]()
Em que: BE= balanço energético; IE= ingestão de energia a partir da dieta; GE= gasto energético a partir de diferentes atividades do corpo humano.
Define-se como Gasto Energético Diário (GED), a somatória entre: gasto energético no Metabolismo Basal (MB), gasto decorrente da alimentação, avaliados pelo Efeito Térmico Gerado (ETA), gasto pela AF e pela Termoregulação (T), e o presente manuscrito será embasado apenas no componente AF.
A AF é definida como qualquer movimento corporal produzido pela musculatura esquelética que resulte em um gasto acima dos níveis de repouso (6). Desta forma, o termo AF pode ser dividido em quatro grandes componentes: a) atividades ocupacionais; b) atividades domésticas; c) transporte ou deslocamento; d) lazer e exercício físico. Todas essas atividades podem ser executadas com velocidades e intensidades diversas (31).
Nessa discussão, o exercício físico seria um dos componentes da AF, e é compreendido como uma forma de AF planejada, estruturada, repetitiva, que objetiva o desenvolvimento da aptidão física, de habilidades motoras à reabilitação orgânico-funcional. Por aptidão física compreende-se a capacidade para realização das atividades físicas, tanto no aspecto relacionado ao desempenho, quanto no aspecto relacionado à saúde (3).
Programas de exercícios físicos, juntamente com o controle da dieta, têm sido utilizados na tentativa de aumentar o GED, tornando o BE negativo no intuito de prevenir ou combater a obesidade para manutenção da saúde (18). O Center for Diseases Control (7) destaca a falta de AF como fator que colabora para o desenvolvimento de hipertensão arterial, câncer, diabetes, entre outros.
Um aspecto explorado freqüentemente para aumentar o GED é a realização de exercícios que aumentem o consumo de oxigênio (VO2) não somente durante, mas também após a atividade, isto é, que gerem como ajuste momentâneo um excesso no consumo de oxigênio pós-exercício (EPOC, do inglês, Excess Pos-Exercise Oxygen Consumption). O EPOC tem sido dividido em dois componentes: a) rápido - queda acentuada em um período de aproximadamente uma hora e b) prolongado - queda mono-exponencial com duração de algumas horas. No caso do exercício aeróbio e anaeróbio, a magnitude e a duração do EPOC parecem depender diretamente da intensidade e da duração do exercício (4). Essas constatações podem ser resumidas da seguinte forma: o exercício é benéfico no sentido de proporcionar uma elevação no gasto de energia, não somente durante, mas também em momentos após o seu término.
Avaliação do nível de AF, medidas do gasto energético e medidas da capacidade funcional
Considerando a importância da AF relacionada à saúde, outro aspecto importante na avaliação do balanço energético e no planejamento das atividades físicas é a mensuração dos níveis de AF.
Para que se determine o gasto energético diário dos indivíduos, são necessários instrumentos ou métodos de avaliação específicos para tal, diretos e indiretos. Como diretos, pode-se relacionar: a observação direta, a calorimetria direta, a água duplamente marcada, entre outros. Como métodos indiretos, pode-se citar a calorimetria indireta, as medidas de freqüência cardíaca, de ventilação, a aplicação de questionários específicos ou ainda a ingestão alimentar. Utilizando-se as mais diferentes técnicas, pode-se avaliar o gasto energético pela AF em laboratório ou em campo (17, 28).
Segundo Villares et al (30) antes de se iniciar um programa específico é necessário fazer uma avaliação prévia da capacidade funcional da criança para que a prescrição seja eficiente. Os métodos de avaliação da capacidade cardiorrespiratória máxima em crianças e adolescentes não diferem dos de indivíduos adultos, sendo comum o uso de testes com carga progressiva modificada a cada minuto até que se atinja a exaustão. Essa avaliação pode ser realizada em esteira rolante ou cicloergômetro. A avaliação metabólica e respiratória é realizada por meio da ergoespirometria, a qual permite avaliar, entre outros parâmetros, o consumo de oxigênio, a produção de dióxido de carbono e a ventilação pulmonar.
Em suma, a escolha do método mais apropriado para avaliação do gasto energético depende de uma série de fatores, dentre eles, o objetivo da análise. Em programas de controle de peso em crianças e adolescentes, deve-se levar em consideração que a criança nem sempre se disponibiliza a análises demoradas ou trabalhosas, e por isso muitas vezes meto dos simples, como os questionários, acabam sendo uma boa alternativa. Ainda, sabe-se que nem sempre é possível a realização de tais testes devido ao seu alto custo, a complexidade da análise, entre outros. Testes indiretos, de campo, podem ser bons instrumentos nesse caso. Eles oferecem a vantagem da facilidade de administração, a adaptabilidade com relação às necessidades de espaço, a possibilidade de realizar testes concomitantes de vários indivíduos e a previsão confiável do VO2máx (consumo máximo de oxigênio) dentro de uma variação de 12% (22). Um dos testes de campo comumente utilizado é a corrida/caminhada de 12 minutos de cooper que requer que o participante corra ou caminhe o mais rápido possível em 12 minutos (8).
Aspectos situacionais relacionados à AF, obesidade e crianças
Resultados de alguns estudos têm procurado demonstrar que, na sociedade atual, uma grande proporção da população jovem vem apresentando hábitos de vida que favorecem um cotidiano com baixo gasto energético, impedindo a realização de esforços físicos que possam garantir melhores níveis de saúde biológica, psicológica e emocional (23). Diante disso, evidências apontam que as experiências positivas associadas à prática de atividades físicas vivenciadas na infância caracterizam importantes atributos no desenvolvimento de atitudes, habilidades e hábitos que podem auxiliar futuramente na adoção de um estilo de vida ativo fisicamente, contribuindo para um maior gasto energético (16).
Considerando o estímulo à prática de AF em crianças já obesas ou com sobrepeso, outro fator que também leva à recusa nessa prática, é o próprio preconceito, por parte das outras crianças e até mesmo de professores, com relação ao peso corporal. Faith et al (9) em um estudo buscando compreender os motivos que desestimulam crianças obesas a praticar exercícios, observaram que as críticas negativas ao peso foram o maior motivo. Nessa discussão, é importante que todos os profissionais envolvidos sejam devidamente instruídos e orientados nesse sentido.
Programas de AF para crianças e adolescentes
A AF incentiva um compromisso da criança no controle alimentar e propicia a melhora da auto-estima. A prescrição de exercício físico em crianças e adolescentes deve ter uma estratégia diferenciada das utilizadas com adultos, pois o princípio fundamental para a realização de AF nesta população está relacionado ao prazer e ao bem-estar (10). Em uma pesquisa, foi analisada a aderência de um grupo de 94 crianças obesas (IMC/idade > percentil 95), durante cinco meses, e foi observado que apenas 29% delas chegaram ao final desse período. Cabe ressaltar que essas crianças foram divididas em dois grupos: um deles realizou controle alimentar e o outro foi submetido a exercícios físicos programados e orientações alimentares (três vezes por semana, uma hora por dia) (30). Esse estudo mostra que crianças não respondem bem a atividades que sejam excessivamente sistemáticas. Ainda, Montogomery et al (20), estudando 104 crianças eutróficas escocesas, observaram que o tipo de AF preferido pelas crianças é aquele situado em nível leve, recreativo, e que atividades competitivas ou muito intensas pouco contribuíram para o gasto energético diário das mesmas. Esses estudos são importantes no sentido de se escolher o tipo de atividade que realmente seja agradável às crianças. Deve-se buscar o aspecto lúdico, visando mudanças efetivas, mesmo que em um prazo maior.
É importante incluir na prática diária de crianças e adolescentes obesos atividades espontâneas, como brincar, correr, saltar, além de outros hábitos que aumentem a AF e, de maneira gradual, adotar a prática regular de atividades físicas programadas (30). Deve-se considerar a atividade recreativa como componente importante do gasto energético em crianças.
O exercício pode ser muito eficiente na redução da gordura corporal em crianças e adolescentes obesos, com ou sem restrição específica de dieta. Nesta perspectiva, muitos estudos procuram discutir programas de aumento de AF em escolas, considerando que o ambiente escolar é freqüentado pelas crianças em grande parte do dia (27). O Colégio Americano de Medicina Esportiva (ACSM) postulou que programas de condicionamento físico realizados três vezes por semana, com pelo menos vinte minutos de duração e com intensidade suficiente para gastar aproximadamente 300kcal por sessão, representam o nível mínimo para a perda de peso e gordura corporal (2).
Em resposta a essa situação atual, têm sido desenvolvidas iniciativas voltadas à redefinição do verdadeiro papel dos programas de educação física escolar como meio de promoção da saúde (13). Nesse particular, parece existir unanimidade entre as diferentes propostas quanto ao atendimento de duas metas prioritárias: a) promover experiências motoras que possam repercutir satisfatoriamente em direção a um melhor estado de saúde, procurando afastar ao máximo a possibilidade de fatores de risco que contribuem para o surgimento de eventuais distúrbios orgânicos; e b) levar os educandos a assumirem atitudes positivas em relação à prática de AF para que se tornem ativos fisicamente não apenas na infância e adolescência, mas também na idade adulta. Porém, Guedes & Guedes (12) em uma análise às características dos programas de educação física escolar, indicaram que os escolares se ocuparam por um tempo excessivamente longo com tarefas de organização e transição das atividades ministradas e que o nível de intensidade dos esforços físicos administrados foi menor que o limite mínimo necessário para que possam ocorrer adaptações funcionais voltadas a um melhor funcionamento orgânico.
Outro aspecto importante com relação à educação física é favorecer um caminho para a prática inclusiva. A educação física na escola se constitui uma grande área de adaptação, ao permitir a participação de crianças e jovens em atividades físicas adequadas às suas possibilidades, proporcionando que sejam valorizados e se integrem num mesmo mundo.
Conclui-se que a educação física escolar também deve aproveitar esse momento de reflexão para rever seu papel perante a sociedade, sem se esquecer de informar às pessoas que a melhoria da qualidade de vida depende também das condições básicas de saúde, habitação, renda, trabalho, alimentação, meio ambiente e educação.
Diretrizes acerca da AF
A National Association for Sport and Physical Education elaborou diretrizes acerca da atividade para crianças. Eis um resumo dessas diretrizes (24):
• As crianças com idade para escola elementar devem acumular pelo menos 30 a 60 minutos de AF apropriada para a idade representada por uma ampla variedade de atividades físicas na maioria ou em todos os dias da semana;
• Os períodos prolongados de inatividade não são apropriados para as crianças;
• O objetivo primário para crianças pré-adolescentes consiste em mantê-las ativas, para que possam desfrutar o movimento e desenvolver hábitos de atividade para o resto da vida;
• Para as crianças e adolescentes, deve ser enfatizada também a aquisição de habilidades motoras e desportivas;
• A promoção de estilos de vida ativos e a redução das taxas de obesidade também dependem do apoio da comunidade e da disponibilidade de instalações seguras e acessíveis, exposição aos meios de comunicação e propaganda, fatores socioeconômicos e políticos.
Considerações finais
A obesidade infantil é uma realidade para a qual devem ser buscadas soluções coerentes e voltadas para a promoção da saúde. A AF vai de acordo com todos os pressupostos para uma vida saudável. Para que essa prática seja verdadeiramente estimulada, vários aspectos são necessários: avaliação inicial do nível de AF e das capacidades físicas das crianças; estímulos ambientais para a introdução da AF na vida cotidiana, destacando-se a criação de espaços próprios e programas escolares que resgatem a AF; compreensão, por parte de todos os profissionais envolvidos com a saúde das crianças, incluindo os professores, da necessidade de estímulo, de elevação da auto-estima e dos devidos esclarecimentos quanto aos benefícios da AF para a saúde.
(1) Ball EJ, O’Connor J, Abbott R, Steinbeck KS, Davies PSW, Wishart C, Gaskin KJ, Baur LA. Total energy expenditure, body fatness and physical activity in children aged 6-9y. Am.J.Clin. Nutr., v.74, p. 524-8, 2001;
(2) Bar-Or O. Physical activity and physical training in childhood obesity. J Sports Med and Phys Fitness, v.33, n.4, p. 323-329, 1993;
(3) Barros MVG, Nahas M V. (org.) Medidas de AF: teoria e aplicação em diversos grupos populacionais. Londrina: Midiograf, p.160, 2003;
(4) Borsheim E, Bahr R. Effect of exercise intensity, duration and mode on post exercise oxygen consuption. Sports Medicine, v.33, n.14, p. 1037-1060, 2003;
(5) Carvalho SR. Os múltiplos sentidos da categoria “empowerment” no projeto da promoção em saúde. Cadernos de Saúde Pública, v.20, n.4, p.1089-1095, 2004;
(6) Carspersen CJ, Powell KE, Christenson GM. Physical Activity, exercise and physical fitness: definitions and distinctions for health related research. Public Health Report, v.100, n.2, p.126-131, 1985;
(7) CDC – Department of Health and Human Services. Physical activity and good nutrition: essential elements to prevent chronic diseases and obesity. Disponível em www.cdc.gov/nccdphp/dnpa. Acesso em 12/03/2004;
(8) Cooper K. A means of assessing maximal oxygen intake: Correlation between field testing and treadmill testing. JAMA, v.203, p.201-204, 1968;
(9) Faith MS, Leone A, Ayers TS, Heo M, Pietrobelli A. Weight criticism during physical activity, coping skills, and reported physical activity in children. Pediatrics, v.110, n. 2, 2002;
(10) Fernandez AC, Mello MT, Tufik S, Castro PM, Fisberg M. Influência do treinamento aeróbio e anaeróbio na massa de gordura corporal de adolescentes obesos. Rev Bras Med Esporte, v.10, n.3, p.152-158, 2004;
(11) Fonseca VM, Sichieri R, Veiga GV. Fatores associados à obesidade em adolescentes. Rev. Saúde Pública, v.32, n.6, p.541-9, 1998;
(12) Guedes DP, Guedes JERP. Características dos programas de educação física escolar. Revista Paulista de Educação Física, v.11, n.1, p. 49-62, 1997;
(13) Guedes DP, Guedes JERP. Subsídios para implementação de programas direcionados à promoção da saúde através da educação física escolar. Revista de Educação Física, v.8, n.15, p.3-11, 1994;
(14) Horton TI, Hill JO. Exercise and obesity. Proc Nutr Soc, v.57, p.85-91, 1998;
(15) Kopelman PG. Obesity as a medical problem. Nature, v.404, p.635-643, 2000;
(16) Kuh DJL, Cooper C. Physical asctivity at 36 years: patterns and childhood predictors in a longitudinal study. Journal of Epidemiology Community Health, v.46, p.114-9, 1992; (17) Lamonte MJ, Ainsworth BE. Quantifying energy expenditure and physical activity in the context of dose response. Med. Sci. Sports Exerc. V.33, n.6, p. S370-S378, 2001;
(18) McArdle WD, Katch FL, Katch V L. Fundamentos de fisiologia do exercício. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2ª ed, 2003;
(19) Monteiro CA, D’A Benicio MH, Conde WL, Popkin BM. Shifting obesity trends in Brazil. Eur J Clin Nutr, v.54, p.342-346, 2000;
(20) Montgomery C, Reilly JJ, Jackson DM, Kelly LA, Slater C, Paton JY, Grant S. Relation between physical activity and energy expenditure in a representative sample of young children. Am. J. Clin. Nutr., v.80, p.591-6, 2004;
(21) OMS - Organização Mundial da Saúde. Recomendações de Energia e Proteínas. Série informes técnicos;
(22) Oh-Park M, Zohman LR, Abrahams C. A simple walk test to guide exercise programming of the elderly. Am J Phys Med Rhabil, v.76, p.208-212, 1997;
(23) Pate RR, Long BJ, Heath G. Descriptive epidemiology of physical activity in adolescents. Pediatric Exercise Science, v.6, n.4, p.434-47, 1994;
(24) Pate RR. Physical activity for young children. President’s Council on Physical Fitness and Sport Research Digest, Series 3, n. 3, p.1-8, 1998;
(25) Popkin BM. The nutrition transition and obesity in the developing world. J Nutr, v.131, p.871S-873S, 2001;
(26) Rolland-Cachera MF, Deheeger M, Bellisle F, Sempre M, Guilloud-Bataille M, Patois E. Adiposity rebound in children: a simple indicator for predicting obesity. Am. J.
Clin. Nutr., v. 39, p.129-35, 1984;
(27) Rowland TW, editor. Obesity and physical activity. In: Exercise and children’s health. U.S.A. Human Kinetics, v.29, p.303, 1990;
(28) Schutz Y, Weinsier RL, Hunter GR. Assessment of free-living physical activity in humans: an overview of currently available and proposed new measures. Obesity Research, v.9, n.6, p.368-379, 2001;
(29) Steinbeck K, Pietrobelli A. Pediatric obesity highlight: looking into de future (Editorial). Int J Obes., Doi:10.1038/sj.ijo.0802902, 2005;
(30) Villares FMS, Ribeiro MM, Silva GA. Obesidade Infantil e exercício In: Cardiologia do Exercício. Editores: Carlos Eduardo Negrão & Antônio Carlos Pereira Barreto. Barueri, SP:
Manole, 2005;
(31) WHO - World Health Organization. Energy and protein requerements report of a joint FAO/WHO/UNU. Expert Consultation technical report series, 724. Geneva, WHO, 1985.
Publicado na Revista Nutrição Profissional 6 (Março/Abril 2006)
<!--[endif]--><!--[if !mso]-->
|



















