A conscientização sobre os efeitos nocivos do sol já é evidente na população brasileira. Mas, apesar de mais da metade da população estar informada sobre a importância do uso do filtro solar e de cuidados básicos como o uso de bonés, chapéus, óculos escuros e evitar a exposição entre os horários de 10h e 16h, apenas menos dessa metade se protege. Desta forma, é importante alertar sobre os riscos da exposição aos raios ultravioletas, que no curto prazo apresentam-se como queimaduras de primeiro, segundo e terceiro graus, mas podem evoluir para algo mais sério como o câncer de pele, além do envelhecimento cutâneo e a formação da catarata 1, 2, 3, 4, 5 .
Segundo dermatologistas, a pele estará protegida com a aplicação de produtos com Fator de Proteção Solar (FPS) 15, que permitem a exposição à radiação ultravioleta 15 vezes mais tempo do que sem o filtro. O FPS é calculado com base na dose eritematogênica mínima – quantidade mínima de exposição ao sol para que um indivíduo forme um eritema, ou seja, fique com a pele vermelha devido ao UVB. O número do fator de proteção varia de acordo com a cor da pele 1, 2, 3, 6, 7.
O objetivo desse artigo é salientar a importância dos protetores solares que, devidamente formulados, selecionados e aplicados, são muito eficientes em qualquer programa completo de fotoproteção. Também apresentaremos as principais características de Silasoma Mea®, a mais recente inovação em proteção solar.
Proteção infantil e câncer de pele
Crianças e homens merecem grande atenção quanto à exposição solar. No caso das crianças, o Food and Drug Administration (FDA) recomenda o uso de protetor solar somente acima dos 6 meses de idade, pois antes desta idade há uma maior absorção percutânea e o sistema excretório da pele não está ainda totalmente desenvolvido, podendo haver maior toxicidade. A prática da proteção solar com o uso de filtros solares nos primeiros 18 anos de vida diminui em até 85% o risco de desenvolvimento do câncer de pele na idade adulta. Com relação aos homens, estes fazem menos uso de protetor solar do que as mulheres e, apesar de terem a pele mais grossa, sofrem a mesma ação dos raios solares. Atualmente, são eles os que mais morrem de câncer de pele, um número maior do que os atingidos pelo tumor de próstata 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15.
Eficácia e segurança
Mais que um cosmético, o protetor solar deve ser tratado como um medicamento, oferecendo eficácia e segurança em termos de proteção. Entretanto, o consumidor, acreditando que está se beneficiando, às vezes, sem saber, compra até mesmo produto falsificado. Muitos produtos são constituídos por filtros UVA e/ou UVB tóxicos, bem como constituintes químicos, bases oleosas e veículos inadequados que proporcionam uma série de irritações cutâneas, provocando o aparecimento de vermelhidão, dor, coceira, edema, vesículas e bolhas. O pH da formulação também pode contribuir para a ocorrência dessas reações adversas 3, 6, 16, 17.
É necessário que os protetores solares sejam hipoalergênicos e testados dermatologicamente, devendo conter substâncias capazes de bloquear tanto os raios UVA quanto UVB, simultaneamente. Desta forma o produto poderá oferecer a proteção necessária que a pele precisa em termos de proteção solar 3, 6, 16, 17.
O novo produto que prima por essas características benéficas e essenciais é o Silasoma Mea®. Este protetor solar UVA/UVB na forma microencapsulada é do tipo hipoalergênico e não causa nenhuma reação de fotossensibilidade, dermatite de contato, dermatite alérgica, foliculite e acne. Além disso, o Silasoma Mea® é um produto não comedogênico, ou seja, não obstrui os poros da pele. Sendo um produto oil free, não proporciona oleosidade à pele. Estas características fazem do Silasoma Mea® o produto ideal, indicado para todas as pessoas, incluindo crianças; pessoas com pele sensível, oleosa ou acnéica; gestantes e mulheres que amamentam 20, 21, 22, 23.
Os filtros UVB como o octilmetoxicinamato e UVA como o 4-terc-butil-4-metoxidibenzoilmetano (avobenzona), contidos no Silasoma Mea®, são de comprovada eficácia e aprovados pelo FDA. Características únicas deste protetor solar permitem a formação de um filme protetor sobre a pele, atribuindo a qualidade de substantividade ao produto que corresponde a um tempo de aderência e proteção maior do que os produtos convencionais, evitando a perda por suor e contato com a água 15, 20, 21, 24.
A dispersão de filtros UVA e UVB de forma microencapsulada no Silasoma Mea® possibilitam uma distribuição do protetor solar de forma uniforme na pele, garantindo proteção homogênea e aumento do FPS. Com essas propriedades, a farmácia magistral e a indústria cosmética/farmacêutica podem elaborar e manipular desde creme, loção e gel destinado ao corpo, bem como protetores para os lábios e cabelos, de forma rápida e sem os inconvenientes da necessidade do aquecimento durante o processo.
Absorção percutânea
O microencapsulamento destes filtros possui um importante diferencial: evitar a absorção percutânea dos mesmos. Os danos causados à pele e ao organismo pela absorção percutânea, podem ser mais prejudiciais do que aqueles causados quando não se utiliza protetor solar. O risco potencial de filtros solares depende da sua toxicidade intrínseca e do potencial de exposição sistêmica 25, 26, 27.
A absorção percutânea ocorre através dos poros; das glândulas sudoríparas, dos folículos pilosos, das glândulas sebáceas e outras estruturas anatômicas na superfície da derme. Abaixo das células da epiderme estão os capilares sangüíneos, desta forma o fármaco que penetra a derme é capaz de atravessar a parede desses capilares e atingir a circulação geral. Exemplo de risco é o caso de gestantes e mulheres que amamentam, onde a presença desses filtros na placenta e no leite materno pode afetar o bebê 13, 20, 21, 27.
Com os filtros UVA e UVB na forma micro-encapsulada, como apresentado no Silasoma Mea® a possibilidade da presença destes filtros no organismo pode ser considerada nula. Veja a seguir a Tabela 1 (na página seguinte), referente ao estudo toxicológico do Silasoma Mea® 20, 21.
Larsen (1994) cita como exemplo de risco potencial provocado pelo uso de protetor solar a Benzofenona, que quando ativada pela radiação ultravioleta se torna um potente gerador de radicais livres que podem desencadear uma série de reações finalizando num melanoma ou em outro câncer de pele 25.
Outros estudos apontam para a toxicidade estrogênica de filtros químicos. Nestes casos, houve constatação da absorção de filtros na pele e através da pele, além da presença destes na urina. O principal risco é o fato dos estrogênios químicos serem capazes de mimetizar a atividade hormonal de um estrógeno real, o hormônio feminino.

Quando no organismo os receptores reconhecem o estrogênico químico como estrógeno, de forma que os resultados podem ser a feminização dos tecidos 24, 26, 27.
Um estudo envolvendo atividade endócrina e desenvolvimento de toxicidade por filtros UV demonstrou por meio de testes in vitro que dentre nove filtros, oito apresentam atividade estrogênica; dentre nove filtros, dois apresentam atividade antiandrogênica.
Esses fatos podem levar a alterações na próstata, útero e em determinadas porções do cérebro. Nos testes in vivo os filtros solares Bp-3, 3- benzilidileno cânfora (3-BC) e 4-metilbenzilideno cânfora (4-MBC), proporcionaram o adiamento do início da puberdade em ratos machos e alteração no peso dos órgãos reprodutivos em machos e fêmeas.
A redução do aumento do peso em ratas prenhas foi observada para o Bp-3, 3- benzilidileno cânfora (3-BC). Este estudo revelou a presença destes filtros no plasma e na urina, além de diferenças nos níveis de testosterona e estradiol nos homens que participaram do estudo. A respeito disso, as autoridades de vigilância sanitária européia publicaram uma consulta pública considerando o banimento do 4-MBC da lista de ingredientes que podem ser utilizados em cosméticos 30, 31, 33.
Os principais efeitos esperados da ação de estrogênicos químicos em seres humanos são para o caso das mulheres: endometriose, cisto uterino, doença fibrocística nos seios, aumento dos seios, predisposição ao câncer uterino, dor de cabeça, severa tensão pré-menstrual e alterações no ciclo menstrual. Já no caso dos homens, pode ocorrer a diminuição na quantidade de esperma, feminização, confusão sexual, desenvolvimento dos seios, tamanho de pênis menor que o normal, maior incidência de câncer testicular, ausência de testículo, bloqueio ou redução de características do comportamento masculino no cérebro fetal 24, 26, 27.
Conclusão
Mesmo que os fabricantes de protetores solares discutam, entre si, a fim de oferecer produtos que apresentem um menor risco de toxicidade e alergia, isso não significa que os mesmos não proporcionem absorção percutânea, que pode ser maior ou menor dependendo da constituição do produto. De acordo com a Lei de Dalton, ativos químicos ou farmacêuticos devem ter o peso molecular inferior inferior a 500 Dalton, quando destinados à terapia dermatológica, onde a penetração do produto é crucial. A mesma Lei de Dalton 500 é importantíssima para produtos de proteção solar, que devem ter peso molecular superior a 500 Dalton. Altos pesos moleculares reduzem o risco de penetração de ativos na pele, esse é o caso de Silasoma Mea®, que não é passível de absorção percutânea em função do peso molecular e do tamanho da estrutura microencapsulada. Além disso, Silasoma Mea® oferece foto-estabilidade e fotoproteção 100% segura, com efetiva absorção da radiação ultravioleta UVB e UVA (curtos e longos) 20.
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Publicado na Revista 90 (Janeiro/Fevereiro 2006)














