O programa Farmácia Popular do Ministério da Saúde, que distribui medicamentos gratuitos ou com 90% de desconto, chegou a 20.225 unidades no ano passado no Brasil, entre locais próprios ou credenciados. Em dezembro o Ministério cessou os credenciamentos.Novos credenciamentos serão realizados no primeiro semestre de 2012, conforme informações da assessoria de imprensa do Ministério da Saúde. Ainda não há definição sobre quantas novas unidades serão credenciadas, mas a verba para gastos com medicamentos subirá para R$ 6,3 bilhões, ou cerca de 14,5% a mais em comparação a 2011, quando a verba foi de R$ 5,5 bilhões.
Decisões como essa podem mudar a vida de muitos brasileiros, como a do funcionário público Caio Urbinati, de 57 anos, que toma 20 comprimidos por dia e chega a gastar R$ 1 mil por mês. “Dependo dos medicamentos para viver. Isso só vai mudar quando eu morrer”, diz. Essa situação começou depois que Caio sofreu um infarto. Foi preciso implantar três pontes de safena, um marcapasso e um stenter para que o coração continuasse a bater. Até agora, Caio não procurou postos de saúde ou assessoria jurídica para garantir os medicamentos de graça, mas já pensa em mudar de idéia. “Não fui atrás para conseguir de graça, mas seria uma grande economia”, admite.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou recentemente que as famílias gastam mais que o Governo com saúde. De acordo com o estudo, as famílias gastaram, em 2009, R$ 157,1 bilhões em bens e serviços de saúde, enquanto a administração pública desembolsou R$ 123,6 bilhões com o mesmo setor.
Em 2009, as principais despesas de consumo final das famílias brasileiras foram com outros serviços relacionados com atenção à saúde, como consultas médicas e odontológicas, exames laboratoriais (36,3% do total) e com medicamentos para uso humano (35,8%).
No caso da administração pública, 66,4% dos R$ 123,6 bilhões foram gastos com saúde. As despesas em unidades privadas contratadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) responderam por 10,8% e os medicamentos para distribuição gratuita representaram 5,1% dos gastos.
Fonte: Diário de S.Paulo



















