A escalada do preço das matérias-primas (commodities) no mercado internacional provocou alta da inflação no Brasil e deve pressionar ainda mais os preços nos próximos meses. Na virada de janeiro para fevereiro de 2011, os produtores de alimentos industrializados e de artigos de higiene pessoal e limpeza doméstica - que utilizam de açúcar a petróleo em suas fórmulas - apresentaram novas tabelas de preços aos supermercados.
As novas tabelas preveêm aumentos entre 5% e 7%, mas em alguns casos, como o dos detergentes líquidos e refrescos em pó, chegam a 20%. Nos produtos de limpeza, que usam matérias-primas petroquímicas, a indústria quer aumentos de 8% e 9%. Em alguns casos, o porcentual é maior.
As novas listas incluem alimentos industrializados cujo preço já havia sido aumentado nos últimos meses. Outro exemplo é o café em pó. Entre os derivados de tomate, o aumento médio ficou entre 10% e 11%.
O impacto no bolso do consumidor depende das negociações. Geralmente, os supermercados conseguem descontos sobre os preços de tabela. Mas, este ano, a disputa ficou mais acirrada, pois o consumo está aquecido. Os supermercados trabalham com estoque suficiente apenas para a reposição semanal, e ninguém quer ficar sem produto.



















