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Qua, 29 de Junho de 2011 14:02

Novas Diretrizes para o Diagnóstico do Alzheimer: Aumento do Número de Casos da Doença

Instituto Racine
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Lançadas pela Associação Americana do Alzheimer em parceria com o Instituto Nacional do Envelhecimento dos Estados Unidos da América (EUA), as novas diretrizes do Alzheimer alteram pontos importantes em relação às anteriores, que vêm sendo utilizadas desde 1984. As novas diretrizes para o diagnóstico do Alzheimer podem aumentar o número de casos da doença.

O Alzheimer será identificado como uma sucessão de estágios: a doença em si, com sintomas evidentes, o comprometimento cognitivo leve com sintomas brandos e o estágio pré-clínico, quando os sintomas são inexistentes, mas ocorrem alterações cerebrais identificáveis. As novas diretrizes incorporam o uso dos chamados biomarcadores - como o nível de determinadas proteínas presentes no sangue ou no líquido da medula - para realizar o diagnóstico e avaliação da doença, neste caso, para uso quase que exclusivamente de pesquisadores. O comprometimento cognitivo leve se torna um novo diagnóstico e isso pode resultar no aumento de indivíduos identificadas em um dos novos estágios do Alzheimer.

 As novas diretrizes para o Alzheimer agora identificam estágios claros da doença. O primeiro, e mais severo, é a demência, quando o paciente mostra claramente o déficit cognitivo e funcional. Isto deve ser caracterizado não somente pela perda de memória, mas também por problemas de localização visio-espacial e raciocínio. Outro estágio, o comprometimento cognitivo leve, pode representar uma fase inicial de demência que consiste em debilidades mais modestas, principalmente de memória, que podem indicar uma futura ocorrência da doença.

A doença de Alzheimer é uma afecção degenerativa do Sistema Nervoso Central (SNC), ou seja, as suas causas não são realmente conhecidas e manifestam-se por uma perda sistematizada das funções corticais. Ela atinge a população acima dos 55 anos e os primeiros sintomas são as alterações da memória, facilmente banalizadas no início, mas que se tornam rapidamente muito incômodas. Ao passar do tempo as funções cognitivas se complicam com a alteração progressiva outras funções intelectuais como desorientação espacial, perturbações da linguagem (não encontrar a palavra adequada), dificuldades visuoconstrutivas, apraxia gestual etc.

Posteriormente a pessoa com Alzheimer passa a ter comportamentos anormais como indiferença afetiva ou pelo contrário, episódios de agressividade, às vezes perturbações perceptivas de tipo alucinatório e tornando-se frequentemente incapaz para realizar as atividade de vida diárias (alimentar-se sozinho, vestir-se, controle dos esfíncteres).

 

Atualizado em Qua, 29 de Junho de 2011 14:22

  
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