O Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, 28 de julho, foi instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma oportunidade para que se eduque a população a respeito das hepatites virais, bem como para estimular o fortalecimento das medidas preventivas e de controle desta doença nos Estados Membros da OMS.
Para celebrar a data, o Ministério da Saúde realiza, no dia 28 de julho, uma Solenidade Alusiva ao Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, com a presença do ministro da saúde, José Gomes Temporão, e de entidades engajadas nesta causa, entre elas a Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) e a Federação das Associações de Atletas Profissionais (FAAP) que promovem a campanha nacional de combate à Hepatite C. O lançamento da campanha conta com a presença do presidente da SBH, Dr. Raymundo Paraná e ganha reforço de peso com as participações dos tricampeões mundiais Jairzinho, Félix e Paulo César Caju.
A decisão da SBH e da FAAP de iniciar a campanha de alerta direcionada aos ex-atletas partiu dos dados apresentados pela OMS, que reconhece haver no mundo 300 milhões de portadores do vírus da hepatite B e 200 milhões do vírus da Hepatite C. A doença evolui silenciosamente por duas a quatro décadas e lota os ambulatórios de hepatologia, sendo responsável por cerca de 60% dos transplantes de fígado no País. Apesar dos números alarmantes, poucos brasileiros alcançam a rede de saúde para tratar a doença.
Entendendo a importância do alerta à população em geral e, em especial, aos ex-atletas do futebol, os tricampeões mundiais fizeram questão de participar da campanha. “No Brasil temos uma peculiaridade. Há poucos usuários de drogas venosas ilícitas dentre os pacientes portadores da Hepatite C, porém nos homens com idade superior a 45 anos predomina como fonte de contaminação o uso medicamentos lícitos por via venosa”, afirma Dr. Raymundo Paraná. “Esta era uma prática comum entre atletas, principalmente jogadores profissionais de futebol, que recorriam frequentemente à aplicação de vitaminas por via venosa, utilizando seringa de vidro, cuja esterilização era insuficiente para eliminar o vírus”, conclui.
Durante o evento no Ministério da Saúde, o ministro José Gomes Temporão apresenta compromissos e ações integradas de prevenção e de controle nos níveis de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) para o enfrentamento das hepatites virais no Brasil no período de 2010 a 2012.
Revista Racine
Por reconhecer que as hepatites virais são, atualmente, um grave problema de saúde pública, e por entender que a população bem como os profissionais da área da saúde necessitam ser alertados sobre a incidência, a prevenção e o tratamento desta doença, a 117ª edição da Revista Racine terá como tema as hepatites virais. Em breve, o leitor poderá conferir, na versão impressa e on-line, a Mesa-Redonda realizada no Departamento de Moléstias Infecciosas do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de São Paulo (HCFMUSP) e os artigos sobre o tema.
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