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Ter, 06 de Abril de 2010 18:01

Dia Mundial da Saúde: Desafios Enfocam Vida Urbana

Instituto Racine
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1.000 Cidades, 1.000 Vidas é o tema do Dia Mundial da Saúde, celebrado em 7 de abril. Este dia foi escolhido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1948, com o objetivo de chamar a atenção para as questões relacionadas à saúde, visando o bom estado de saúde da população e alertando sobre os principais problemas que podem afetá-la. A campanha de 2010 pretende estimular a abertura de espaços públicos para a saúde, lembrando que a urbanização é crescente e que há desafios constantes para a área da saúde, como a questão das dietas pouco saudáveis, do sedentarismo, da violência, das doenças não-transmissíveis, da utilização nociva do álcool, bem como os riscos associados às epidemias de doenças. Em paralelo a todos estes desafios, há indivíduos que fazem a diferença na área da saúde, devido a uma iniciativa ou a uma história diferente. O objetivo de 1.000 Cidades, 1.000 Vidas também é destacar estes indivíduos, recolhendo histórias de campeões de saúde urbana em todo o mundo.

Os desafios globais se refletem em todos os países e no Brasil não é diferente, devido ao desenvolvimento ocorrido nas últimas décadas e às transformações na sociedade, inclusive a migração para as cidades, com a constatação recente de que a população urbana hoje no País é mais numerosa que a rural, fato apontado pela primeira vez na história.

Em 31 de março de 2010 foi apresentada a publicação Um Panorama da Saúde no Brasil, elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), com referência no ano de 2008. O levantamento suplementar de saúde da PNAD 2008 foi realizado pelo IBGE em convênio com o Ministério da Saúde. Foram entrevistadas 391.868 pessoas em 150.591 domicílios por todo o País a respeito de sete temas: dados gerais da população, migração, educação, trabalho, família, domicílios e rendimento, tendo setembro como mês de referência.

Entre outros dados, a pesquisa constata que mais da metade dos brasileiros, cerca de 96 milhões de indivíduos, está cadastrada no Programa Saúde da Família (PSF). A maior parte das famílias atendidas pelo PSF vive na região Nordeste, que concentra 35,4% dos domicílios cadastrados no Programa ou 9,7 milhões de famílias. Em seguida estão o Sudeste, com 9,1 milhões de atendidos e o Sul, onde as equipes de saúde visitam 4,5 milhões de residências. A Região Norte apresenta cobertura em 2 milhões de domicílios ou 7,4% do total no País.

A pesquisa aponta também que os postos de saúde são as unidades de serviço médico mais procuradas pelos brasileiros, sendo indicados como referência por 56,8% dos entrevistados, à frente de consultórios particulares (19,2%) e de ambulatórios de hospitais (12,2%). O estudo revelou que 25,9% dos cerca de 180 milhões de brasileiros possuem plano de saúde e que 77,2% dos que vão aos postos públicos recebem até um quarto do salário mínimo. Outro dado importante é que 11,8% dos entrevistados recorreram a farmácias, a ambulatórios de clínicas ou de empresas, a pronto-socorros ou a agentes comunitários em busca de serviços de saúde e 58,6% dos atendimentos foram realizados em instituições públicas. 86,4% dos entrevistados julgaram o atendimento na rede pública e na rede privada como bom ou muito bom. Entre os indivíduos que informaram não terem sido atendidos na primeira vez em ambas as redes, 3,8% alegaram que não havia vagas ou médicos (36,4%) disponíveis.

Em relação aos exames preventivos, a pesquisa demonstrou que a proporção de mulheres de 50 a 69 anos que se submetem a mamografia cresceu de forma expressiva em cinco anos, atingindo 71,5%. Em 2003, 54,8% das brasileiras nessa faixa etária haviam realizado o exame. O acesso e a cobertura para detectar o câncer de colo de útero também aumentaram no Brasil. Aproximadamente 49 milhões de mulheres com 25 anos ou mais fizeram o exame papanicolau em 2008, ou seja, 84,5% da população feminina nessa idade. Em 2003, a proporção era de 79%.

No que se refere à saúde bucal, a proporção de brasileiros que nunca se consultou com um dentista ficou em 11,7%, em 2008. A pesquisa também aponta que a procura por atendimento bucal ficou em 40,4%.

As estimativas da PNAD são calculadas com base nas projeções de população, que incorporam resultados dos parâmetros demográficos calculados com base na contagem de população de 2007.

Para mais informações sobre a programação do Dia Mundial da Saúde, acesse http://www.who.int/world-health-day/2010/en

Fontes: http://www.redebrasilatual.com.br/ / http://www.brasil.gov.br/ / www.who.int/world-health-day/2010/en

Atualizado em Ter, 06 de Abril de 2010 18:06

 

 
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