Com a proximidade do Dia Internacional da Mulher, 8 de março de 2011, nada mais importante do que as ações realizadas em favor da saúde feminina. O Instituto Nacional do Câncer (INCA), em parceria com o Ministério da Saúde, lançou uma consulta pública sobre as Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero, cujo objetivo é aperfeiçoar as diretrizes técnicas para a investigação da doença.
A medida resultará em orientações aos profissionais de saúde sobre a necessidade de se estabelecer mecanismos de acompanhamento das terapias indicadas ao tratamento deste tipo de câncer como também a avaliação dos resultados destes procedimentos. A Consulta Pública 01/2011 estará aberta a contribuições até 23 de março de 2011. As sugestões devem ser encaminhadas exclusivamente para endereço eletrônico fornecido pelo INCA (
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), especificando o número e o nome da consulta no título da mensagem.
A medida - cujo objetivo final é aprimorar as diretrizes do Programa Nacional do Câncer do Colo do Útero, coordenado pelo Inca – é aberta à participação da comunidade técnico-científica, de associações médicas, profissionais da saúde, associações de pacientes, usuários e gestores do Sistema Único de Saúde (SUS) e de toda a sociedade.
“As diretrizes serão construídas para auxiliar os profissionais de saúde a tomar decisões diante de situações muito específicas; mas, nada substituirá a avaliação clínica feita pelo médico”, explica o coordenador-geral de Ações Estratégicas do INCA, Cláudio Noronha.
De acordo com o INCA, o câncer do colo do útero é o segundo tumor mais frequente entre a população feminina (ficando atrás apenas do câncer de mama) e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. Por ano, faz uma média de 4,8 mil vítimas fatais e apresenta 18,5 mil novos casos, com um risco estimado de 18 casos a cada 100 mil mulheres.
O Brasil avançou na capacidade de realizar diagnóstico precoce deste tipo de câncer. Na década de 1990, 70% dos casos analisados eram da doença em estágio mais agressivo. Atualmente, segundo o INCA, 44% dos casos de câncer do colo do útero são de lesão precursora (e localizada) do tumor, chamada in situ, passível de prevenção por meio do exame preventivo – conhecido como Papanicolaou. Mulheres diagnosticadas precocemente e tratadas de forma adequada têm praticamente 100% de chance de cura.



















