Entre os conteúdos curriculares que englobam as ciências biológicas e da saúde, ciências sociais, humanas e econômicas, estão as ciências da alimentação e da nutrição, como a compreensão e o domínio de nutrição humana, da dietética e da terapia nutricional, a capacidade de identificar as principais patologias de interesse da nutrição, de realizar avaliação nutricional, de indicar a dieta adequada para os indivíduos e as coletividades, considerando a visão ética, psicológica e humanística da relação nutricionista-paciente. Além disso, o nutricionista deve conhecer os processos fisiológicos e nutricionais dos seres humanos - gestação, nascimento, crescimento e desenvolvimento, envelhecimento, atividades físicas e desportivas -, relacionando o meio econômico, social e ambiental. Deve ainda entender a abordagem da nutrição no processo saúde-doença, considerando a influência sócio-cultural e econômica que determina a disponibilidade, consumo, conservação e utilização biológica dos alimentos pelo indivíduo e pela população. Outra área de estudo é a ciência dos alimentos, em que se incluem os conteúdos sobre a composição, as propriedades e as transformações dos alimentos, higiene, vigilância sanitária e controle de qualidade dos alimentos.
Para mais informações sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Nutrição, clique aqui: http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CES05.pdf
Especializações reconhecidas
Os cursos de especialização em nível de pós-graduação lato sensu presenciais não precisam de autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimento do Ministério da Educação e Cultura (MEC) e devem atender ao disposto na Resolução CNE/CES nº 1, de 8 de junho de 2007.
Mercado de trabalho
O mercado de trabalho para o nutricionista é bastante amplo. O Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) exige que o responsável técnico seja um bacharel em nutrição. O mesmo vale para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), mais conhecido como merenda escolar, que determina que as prefeituras contratem nutricionistas para cuidar da alimentação das escolas públicas. Esses profissionais também integram os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NAS), que oferecem suporte direto às equipes do Programa Saúde da Família (PSF), do Governo Federal.
O Sul e o Sudeste do País, devido à grande concentração de indústrias, ainda são as regiões que mais empregam nutricionistas. Os restaurantes industriais e a área clínica foram os segmentos que mais absorveram esses profissionais. Também há considerável oferta de emprego no segmento de alimentação coletiva, que abrange alimentação institucional (restaurante industrial), empresas de tíquete-refeição (em que o profissional é responsável, por exemplo, pelo credenciamento e descredenciamento dos estabelecimentos que aceitam o tíquete como forma de pagamento) e de cestas de alimentos (em que uma das funções do nutricionista é realizar o cálculo nutricional dos itens que compõem as cestas). Outras possibilidades são as redes varejistas, como supermercados, restaurantes, padarias, bufês e hotéis. Indústrias alimentícias costumam abrir vagas para o profissional de desenvolvimento de produto. Além disso, como aumento do número de obesos, o crescimento de casos de doenças do metabolismo, como diabete mellitus, e a crescente preocupação dos indivíduos em possuir uma alimentação saudável, a tendência é que haja maior procura pelo nutricionista para trabalhar com prevenção.
Âmbito profissional
Nutrição é a ciência que investiga e controla a relação homem-alimento para preservar a saúde humana. O nutricionista planeja, administra e coordena programas de alimentação e de nutrição em empresas, em escolas, em hospitais, em hotéis, em restaurantes, em asilos, entre outros locais. Ele define os cardápios das refeições, sugerindo pratos que supram as necessidades nutricionais de clientes, pacientes ou hóspedes. Orienta e prescreve dietas individuais ou de grupo, para diabéticos, para hipertensos, para obesos, para pacientes de doenças renais, hepáticas ou para qualquer outra cujo tratamento exija acompanhamento alimentar específico. Para garantir a qualidade do que será consumido, seleciona os fornecedores, controla matérias-primas e supervisiona a preparação dos alimentos.
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Área de atuação |
Atividade |
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Administração |
Supervisionar e gerenciar a produção de alimentos em indústrias alimentícias, cozinhas industriais, hospitais, restaurantes de empresas e restaurantes comerciais, escolas e spas. |
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Catering |
Elaborar cardápios para empresas diversas, como companhias aéreas e produtoras de cinema, de tevê ou de espetáculos teatrais. |
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Controle nutricional |
Criar cardápios balanceados para restaurantes industriais. |
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Desenvolvimento de produto |
Pesquisar e desenvolver produtos para a indústria alimentícia, fazendo testes culinários e degustações dos pratos. |
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Docência e pesquisa |
Atuar em atividades de ensino, extensão. |
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Gastronomia |
Controlar a qualidade da cozinha e as condições de higiene de restaurantes. |
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Marketing |
Encomendar e coordenar pesquisas de produtos, testes de receitas e serviços de atendimento ao consumidor, tanto em indústrias alimentícias quanto em cozinhas experimentais. |
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Nutrição clínica |
Prescrever dietas a pacientes de hospitais e adaptar a alimentação aos tratamentos. Formular dietas de emagrecimento e de reeducação alimentar. Prestar consultoria a empresas do setor de alimentos. |
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Nutrição esportiva |
Elaborar e coordenar o acompanhamento alimentar de atletas, criando dietas adequadas. |
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Saúde pública |
Planejar e supervisionar programas de merenda e alimentação em creches, escolas e centros de saúde. |
Piso salarial
São Paulo
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Área de atuação |
Piso salarial |
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Indústria |
R$ 1593,00 |
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Comércio |
R$ 1593,00 |
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Hospital e clínicas |
R$ 1.560,00 |
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Refeições coletivas |
R$ 1.352,00 Obs: RT ou com mais de 18 meses experiência - R$ 1.611,00 |
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Santas casas e entidades filantrópicas |
R$ 1.502,00 Grande São Paulo e R$ 1.449,00 Interior e litoral. |
Fonte: Sindicato dos Nutricionistas do Estado de São Paulo (SINESP) www.sindicatonutricionistas.com.br
Santa Catarina
Piso Regional de Referência = R$ 1.316,00.
Para profissionais com até três anos de formado = R$ 1.276,00.
Fonte: Sindicato dos Nutricionistas no Estado de Santa Catarina (SINUSC) - www.sinusc.org.br
Tabela de Honorários 2009/2010
Unidade de Serviço em Nutrição (USN) – R$ 37,42
Hora técnica (assessoria/consultoria e outros) – 1 ½ = R$ 56,13
Piso Nacional de Referência para 44 horas semanais = R$ 1.503,27
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Consultas/Convênios (planos de saúde) |
1 USN |
R$ 37,42 |
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Consulta em nutrição clínica |
2 USNs |
R$ 74,84 |
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Tratamento em nutrição clínica mensal (quatro consultas ao mês) |
4 USNs |
R$ 149,69 |
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Consulta em nutrição clínica domiciliar |
3 USNs |
R$ 112,27 |
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Tratamento em nutrição clínica domiciliar mensal |
6 USNs |
R$ 224,53 |
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Treinamento em nutrição e dietética |
3 USNs/hora |
R$ 112,27/h |
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Palestras na área de nutrição |
6 USNs/hora |
R$ 224,53/h |
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Manual de Boas Práticas/POP'S |
45 USNs |
R$ 1.683.99 |
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Trabalho em Educação Infantil (Creches, escolas etc.) |
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De 1 a 50 crianças |
1 USN/hora |
R$ 37,42/hora |
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De 50 a 100 crianças |
2 USNs/hora |
R$ 74,84/hora |
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Acima de 100 crianças |
2,5 USN/hora |
R$ 93,55/hora |
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Trabalho em Rotulagem de Alimentos* |
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Lote inicial - 10 USNs (R$ 374,22) Demais lotes - cobrar sobre cada, 14% sobre o total do primeiro lote quando dobrar a tiragem do produto e o valor proporcional se o lote for a maior ou a menor que o dobro. Obs: Em casos de produtos em padarias, confeitarias, e congêneres, considerar o primeiro pedido como primeiro lote. |
* Esta tabela refere-se a valores mínimos que devem ser cobrados, ficando a critério do profissional nutricionista a cobrança dos valores mencionados.










