De acordo com o Manual Brasileiro de Acreditação Hospitalar, “o processo de acreditação hospitalar é um método de consenso, racionalização e ordenação das instituições hospitalares e, principalmente, de educação permanente dos seus profissionais e que se expressa pela realização de um procedimento de avaliação dos recursos institucionais, voluntário, periódico e reservado, que tende a garantir a qualidade da assistência por meio de padrões previamente estabelecidos”.
Os hospitais são organizações prestadoras de serviços de grande amplitude e complexidade em contínuo processo de interação com o meio-ambiente; sendo sua missão atender os pacientes de forma mais humana e adequada possível. É por isso que esta organização deve visar a melhoria contínua da qualidade de sua gestão e assistência, integrando as áreas clínica, assistencial, tecnológica, administrativa, econômica, docência e pesquisa.
A farmácia hospitalar, como integrante do ambiente hospitalar, possui ações avaliadas em um processo de acreditação hospitalar por meio dos serviços prestados e de acordo com a complexidade do hospital. A estrutura e os serviços da farmácia hospitalar sofreram inúmeras transformações nas últimas décadas. Hoje, para causar impacto em relação à qualidade, segurança e custo da farmacoterapia, é essencial a qualificação dos profissionais farmacêuticos nas áreas de gestão, qualidade e, principalmente, na área clínica. Juntos, estes pilares fortalecem os serviços de assistência farmacêutica e contribuem com a qualidade do serviço hospitalar como um todo.
É com este pensamento que o farmacêutico hospitalar necessita estar preparado para promover atividades de educação continuada para sua equipe de colaboradores cumprindo com o requisito ensino e pesquisa do processo de acreditação.
Outro pré-requisito para a acreditação hospitalar, no âmbito da farmácia, é a implementação da farmácia clínica: atividade exclusiva que somente um profissional farmacêutico especialista está apto a desenvolver. A implementação deste serviço, além de contribuir para a promoção da utilização racional de medicamentos e maior efetividade da farmacoterapia, também contribui para a redução dos custos assistenciais, por meio da redução de eventos adversos relacionados a medicamentos, que podem gerar prolongamento da estadia no hospital e maior complexidade da assistência.
Os hospitais devem incentivar o farmacêutico a buscar a especialização administrativa e clínica, para que este profissional esteja apto a estruturar administrativamente o serviço de farmácia de forma a permitir maior avanço na prestação de serviços clínicos junto aos demais profissionais da equipe de saúde e contribuir para o aperfeiçoamento do processo de cuidado do paciente.
O farmacêutico especialista na área hospitalar estará apto a desenvolver com competência atividades como:
• Coordenação de aspectos técnicos e administrativos relacionados à aquisição, armazenamento e controle físico-financeiro de medicamentos e produtos farmacêuticos;
• Participação na comissão de farmácia e terapêutica, fornecendo subsídios técnicos para a seleção e estruturação de protocolos de utilização de medicamentos;
• Atuação na comissão de controle de infecção hospitalar, subsidiando as decisões políticas e técnicas relacionadas, em especial, à seleção, aquisição e controle da utilização de antimicrobianos e saneantes;
• Participação na comissão de terapia nutricional parenteral e enteral, prestando consultoria quanto à compatibilidade, estabilidade e ao custo das formulações;
• Participação, oferecendo suporte técnico operacional, na realização de ensaios clínicos com medicamentos desenvolvidos no hospital;
• Desenvolvimento de sistemática de dispensação de medicamentos para pacientes internados e ambulatoriais;
• Planejamento e realização de estudos de utilização de medicamentos;
• Implantação de unidades centralizadas de medicamentos citotóxicos, nutrição parenteral e outras manipulações intravenosas;
• Implantação de programa de notificação de eventos adversos associados a medicamentos, introduzindo ações de gerenciamento de risco e farmacovigilância;
• Colaboração em programas de capacitação e educação continuada dos funcionários do hospital, abordando temas relacionados aos medicamentos e às ciências farmacêuticas.
O curso de pós-graduação lato sensu em farmácia hospitalar e farmácia clínica oferece ao profissional farmacêutico capacitação para desenvolver essas inúmeras atividades, que fornecem subsídios necessários para os processos de acreditação hospitalar, qualidade e melhoria na assistência hospitalar em geral.
Desde 2005 o Instituto Racine oferece o Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Farmácia Hospitalar e Farmácia Clínica, qualificado profissionais farmacêuticos a prestarem serviços com qualidade na área hospitalar e em farmácia clínica. Com turmas estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, atende às exigências de ordem técnica e legais para o funcionamento de uma farmácia hospitalar nos padrões nacionais.
Publicado no Portal Racine (Agosto/2008)


















