Topo Páginas CPG

Aperfeiçoamento em Gestão de Risco no Uso de Tecnologias em Saúde

Estratégia para Segurança do Paciente

Em 2013, o Ministério da Saúde lançou o Programa Nacional de Segurança do Paciente com o objetivo criar a sensibilização e as estratégias para que os serviços de saúde monitorem e previnam os danos na assistência à saúde. Contudo, o gerenciamento do risco (eventos adversos e queixas técnicas) no uso das tecnologias em saúde (medicamentos, equipamentos, materiais, saneantes, sangue, tecidos e órgãos) tem sido pouco explorado nas discussões e cursos sobre o tema Segurança do Paciente.

O presente curso tem como objetivo desenvolver profissionais para atuação em gestão de risco no uso de tecnologias em saúde, como parte fundamental do processo decisório e considerando as estratégias do Ministério da Saúde para a Segurança do Paciente, de forma a contribuir para o desenvolvimento de uma abordagem sistemática de políticas de gestão, de ação frente a incertezas, de procedimentos e práticas para estabelecer comunicação, consultoria, criação do contexto de identificação, análise, avaliação, tratamento, acompanhamento e nova análise do risco.

Presencial EAD Turma Início das Aulas
São Paulo (SP)
Sede do Instituto Racine
(Estão previstas 24h de aulas gravadas)
Via Internet + Encontro Presencial
(112h de aulas transmitidas ao vivo
e 24h de aulas gravadas)
21/Julho/2018

.

Valores e Forma de PagamentoClique Aqui e Faça sua Inscrição Online

 

Ouça a mensagem da Docente Maria Eugênia Cury

  • Justificativa

    O conceito de risco é bastante antigo. A literatura define risco como sendo a probabilidade da ocorrência de um evento desfavorável e discute que o medo do dano deveria ser proporcional, não apenas à gravidade do dano, mas também a probabilidade do evento.

    No campo da saúde, especialmente sob o aspecto da epidemiologia, o risco corresponde a uma probabilidade de ocorrência de um evento, em um determinado período de observação, em população exposta a determinado fator de risco. No caso do uso de tecnologias em saúde este conceito mostra-se insuficiente para a avaliação de risco, pois neste caso deve-se considerar a possibilidade de ocorrência de eventos que poderão provocar danos à saúde, sendo que em muitas situações não se consegue precisar qual seria o evento ou até mesmo se o evento ocorrerá de fato, o que gera a necessidade de se trabalhar com o conceito de risco potencial, de grande relevância na área de vigilância sanitária, ou seja, avalia-se a possibilidade de algo – produto, processo, serviço, ambiente – causar direta ou indiretamente dano à saúde dos indivíduos.

    Assim, a exposição dos indivíduos ao sistema de saúde pode proporcionar benefícios, mas também gerar danos, sendo este o ônus que se paga pelos avanços tecnológicos da medicina, que prevê sistematicamente a incorporação de novas estratégias
    tecnológicas para lidar com as demandas da sociedade em relação à saúde e ao bem-estar.

    A implementação de ações de vigilância do no uso de produtos e outras tecnologias é uma estratégia fundamental para a detecção precoce de problemas relacionados a esses produtos e desencadear as medidas pertinentes para que o risco seja interrompido. Em outras palavras, quando todas as atividades prévias não são suficientes para eliminar completamente os riscos, o sistema de vigilância deve ser sensível para que os danos porventura existentes sejam os menores possíveis. Além disso, deve ser capaz de produzir informações que permitam retroalimentar os sistemas de controle e de orientação os cidadãos e profissionais de saúde no sentido de prevenção de danos.

    Perfil Profissional / Mercado de Trabalho

    A abordagem de diferentes riscos vem contribuindo para o desenvolvimento de uma gestão integral dos mesmos no âmbito do setor saúde. Os erros de medicação (EM) e as reações adversas a medicamentos (RAM), por exemplo, estão entre as falhas mais frequentes nos cuidados em saúde e é importante destacar que estas situações, muitas vezes, poderiam ter sido evitadas nas três principais etapas do processo do uso de medicamentos – prescrição, dispensação e administração – as quais envolvem ações multiprofissionais de equipes médicas, de enfermagem e farmacêuticas. Os equipamentos e dispositivos para a saúde podem representar outra fonte de risco para a ocorrência de erros. A variedade de dispositivos, de fabricantes, de especificações técnicas de funcionamento de cada equipamento confere complexidade ao ambiente de cuidado em saúde e exige do trabalhador uma grande quantidade de conhecimento e atenção ao operar os equipamentos.

    A publicação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) “Assistência Segura: Uma Reflexão Teórica Aplicada à Prática” aponta que o desafio para o enfrentamento da redução dos riscos e dos danos na assistência à saúde passa pelo investimento nas mudanças de sistema, na utilização de boas práticas, no aprimoramento das tecnologias e no aperfeiçoamento da equipe da saúde.

    A demanda por profissionais capacitados para exercer a gestão de risco no uso das tecnologias em saúde ou balizar suas ações com base nesta estratégia será cada vez mais crescente nos próximos anos, pois a avaliação dos processos de qualidade nas instituições, o fortalecimento da cultura de segurança para pacientes/usuários/consumidor e profissionais e a priorização de temáticas sobre riscos são abordagens que visam em ultima instância melhorar a qualidade do atendimento e os resultados em saúde.

  • A Quem se Destina

    Profissionais da área da saúde, de nível superior, que trabalham em serviços de saúde públicos e privados (hospitais, ambulatórios, unidades básicas de saúde) e em vigilância sanitária. Indicado, também, a Administradores que atuam ou desejam atuar na gestão em Serviços de Saúde e a docentes e estudantes de cursos de graduação nas áreas da saúde e da administração de empresas.

  • Competências Desenvolvidas no Egresso

    Ao término do curso, o profissional será capaz de:

    • Compreender os conceitos e princípios da gestão de riscos;
    • Compreender os riscos derivados da atividade humana e tecnológica sob o enfoque epidemiológico;
    • Utilizar com propriedade o vocabulário aplicado a este segmento;
    • Compreender a gestão de riscos no uso de medicamentos, produtos para a saúde, sangue, células, tecidos, órgãos, cosméticos e saneantes como estratégia para a promoção da Segurança do Paciente/Usuário;
    • Contribuir para a integração entre a gestão de riscos e a gestão de processos;
    • Diferenciar as fases/ etapas da gestão de riscos;
    • Discorrer sobre a gestão de risco aplicada ao uso de tecnologias específicas em saúde;
    • Compreender e aplicar os métodos e ferramentas para a gestão de riscos no uso das tecnologias em saúde.
  • Programa do Curso

    Princípios da Segurança do Paciente: Conceitos; Aspectos Históricos; Estratégias de Melhorias: Definição e Tipos de Barreiras. Cultura de Segurança nos Serviços de Saúde. 02h
    Bases Conceituais e Abordagens de Gestão de Risco: Perigos e Riscos: História, Conceitos, Objetivos; Linguagem do Gerenciamento de Risco nos Diferentes Campos do Conhecimento; Qualidade e Segurança em Saúde: Promoção, Prevenção, Precaução e Proteção; Abordagens de Gestão de Riscos: Reativas e Proativas; Diferenças entre Risco, Incerteza e Erro; Fases da Gestão de Riscos; Normas Internacionais; Sistemas de Informação e Gestão de Risco; Comunicação de Riscos. Ferramentas de Investigação de Risco: Metodologia e Aplicação. 22h
    Gestão por Processos no Contexto de Gestão de Riscos: Mapeamento de Processos; Ferramentas de Melhoria da Qualidade; Painel de Indicadores. 08h
    Gestão de Risco no Contexto dos Eventos Adversos Assistenciais: Aspectos Históricos, Definições e Objetivos; Principais Tipos de Eventos Adversos Assistenciais; Classificação de Eventos Adversos Assistenciais; Notificação e Investigação de Eventos Adversos Assistências. 12h
    Gestão de Risco no Contexto de Medicamentos – Farmacovigilância: Aspectos Históricos, Definições e Objetivos; Processo de Desenvolvimento de Medicamentos; Regulamentação; Problemas Relacionados com Medicamentos: Reação Adversa, Inefetividade Terapêutica, Interação Medicamentosa, Uso não Aprovado, Uso Abusivo, Intoxicação; Erro de Medicação: Classificação e Investigação; Fontes de Informação; Sistema Nacional de Farmacovigilância; Estudos epidemiológicos; Critérios de Identificação e Formas de Notificação; Classificação de Reação Adversa; Análise e Avaliação de Causalidade; Identificação e Quantificação de Sinal. Tomada de Decisão; Monitoramento; Comunicação; Evento Adverso pós Vacinação; Estudos de Casos em Serviços de Saúde. 28h
    Gestão de Risco no Contexto de Produtos para a Saúde – Tecnovigilância: Aspectos Históricos Definições e Objetivos; Processo de Desenvolvimento de Produtos para a Saúde; Regulamentação; Fatores Determinantes do Desempenho de Produtos para a Saúde; Falhas e Fatores mais Frequentes; Fontes de Informação; Sistema Nacional de Tecnovigilância; Classificação de Eventos Adversos; Definições Relativas à Queixa Técnica; Notificação, Análise, Avaliação e Interpretação dos Dados; Avaliação de Causalidade. Tomada de Decisão; Monitoramento; Comunicação; Estudos de Casos em Serviços de Saúde. 20h
    Gestão de Riscos no Contexto de Sangue, Tecidos, Células e Órgãos – Hemovigilância e Biovigilância: Aspectos Históricos, Definições e Objetivos. Sistema Nacional de Hemovigilância; Hemovigilância do Doador: Classificação dos Eventos; Registro, Comunicação e Notificação de Reação Adversa. Eventos Adversos do Ciclo do Sangue: Fluxos de Registro, Investigação, Comunicação e Notificação; Tipos de Eventos Adversos do Ciclo do Sangue. Hemovigilância do Receptor de Transfusão: Classificação dos Eventos; Comunicação e Notificação de Eventos Adversos em Hemoterapia; Investigação das Reações Transfusionais. Retrovigilância: Conceito e Processo. Biovigilância: Definições, Processo e Notificação. 24h
    Gestão de Risco no Contexto de Saneantes – Vigilância de Saneantes: Aspectos Históricos, Definições e Objetivos; Processo de Desenvolvimento de Saneantes; Regulamentação; Problemas Relacionados com Saneantes; Análise e Avaliação de Causalidade. Identificação e Quantificação de Sinal. Tomada de Decisão; Monitoramento; Comunicação. 08h
    Gestão de Riscos no Contexto de Cosméticos – Cosmetovigilância: Aspectos Históricos, Definições e Objetivos; Processo de Desenvolvimento de Cosméticos; Regulamentação; Problemas Relacionados com Cosméticos; Análise e Avaliação de Causalidade; Identificação e Quantificação de Sinal. Tomada de Decisão. Monitoramento; Comunicação. 08h
     Matriz de Risco em Serviços de Saúde: Matriz de Risco como Metodologia para a Avaliação Integrada em Serviços de Saúde.  04h
    CARGA HORÁRIA TOTAL 136h 

    O Instituto Racine se reserva no direito de inverter disciplinas, assim como substituir docentes, de acordo com a construção do calendário, respeitando a carga-horária total do curso. Nestes casos, os alunos serão informados com antecedência.

  • Dias e Horários

    Turma SP / EAD Periodicidade
    Sábado (09h às 18h) e Domingo (08h às 12h). Aulas em Um Final de Semana ao Mês.

    Docente Responsável

    Maria Eugênia Carvalhaes Cury
    Farmacêutica, graduada pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCCAMP). Mestre em Educação do Ensino Superior pela Faculdade de Educação da PUCCAMP. Especialista em Planejamento e Gerenciamento em Saúde pela Faculdade de Ciências Médicas da PUCCAMP. Especialista em Atenção Farmacêutica – Formação em Farmácia Clínica pelo Instituto Racine. Possui quinze (15) anos de experiência em docência, atuando como professora e Coordenadora do Curso de Ciências Farmacêuticas da PUCCAMP, cinco (05) anos como farmacêutica da Secretaria de Saúde da Prefeitura de São Paulo, sete (07) anos como Gerente Geral de Monitoramento de Produtos Sujeitos à Vigilância Sanitária na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Atua como Coordenadora de Cursos e no Desenvolvimento de Projetos Educacionais no Instituto Racine.

    Corpo Docente

    Os professores que integram o corpo docente do Instituto Racine são titulados e/ou qualificados, congregando competências técnicas e humanistas à visão sistêmica das perspectivas sócio-ambientais e mercadológicas das áreas em que atuam. São doutores, mestres, especialistas e/ou docentes com vasta experiência profissional.

Farmacêuticos regularmente inscritos no CRF-SP
têm 25% de desconto nas parcelas deste curso.

 

Farmacêuticos regularmente inscritos no CRF-AL
têm 25% de desconto nas parcelas deste curso.